A humanidade do eu é possível a partir da humanidade do outro, numa subjetividade que se faz hospitalidade, e não indiferença para com o próximo.
O conceito de alteridade levinasiano não é apenas mais uma categoria filosófica dentre outras. O texto de Dalla Rosa deixa transparecer a todo o momento a mensagem central de Lévinas: o rosto do outro que me interpela para o êxodo ético, suscitando minha disposição no “Eis-me aqui!” e meu agir ético em prol do bem do outro, de mim próprio e de todos. A alteridade exprime uma sabedoria pertinente para a consecução de uma educação ética, em que o sujeito é interpelado para o êxodo, um sair de si mesmo ao encontro do outro.
Com efeito, é na autenticidade do encontro com o outro e a outra que os seres humanos se vão constituindo sujeitos da própria história. E autenticidade, no contexto da alteridade, significa hospitalidade e não indiferença para com o próximo. No encontro face a face, a humanidade constrói o caminho da libertação (êxodo), que é a própria abertura do eu ao outro, sinalizando ali a passagem do Inaudito.
Esta obra mostra o admirável resultado do trabalho de um pesquisador que ao mesmo tempo pratica o que escreve, sempre movido por uma paixão pela ação educativa e um carinho muito grande pelo rosto do outro, e por uma procura insaciável de aprofundamento intelectual.
Título: Educar para a sabedoria do amor - A alteridade como paradigma educativo
Autor: Luís Carlos Dalla Rosa
Editora: Paulinas
Coleção: Interfaces
Formato: 17,0 x 24,0
240 págs.
Preço: R$ 27,50
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